terça-feira, 20 de outubro de 2009

Curso de Comunicação e Moda, por Maria Prata

O primeiro dia do curso de Comunicação e Moda, com a Maria Prata, aconteceu nessa segunda-feira, na Escola São Paulo. Eu estou adorando e resolvi compartilhar a primeira aula com vocês, espero que gostem!


Maria Prata


Para começar, a Maria contou um pouco de sua vida pessoal e profissional. Atualmente ela tem 30 anos.Quando terminou o colegial, como não tinha definido o que pretendia cursar na faculdade, decidiu fazer um curso de inglês em Londres e por lá ficou durante 1 ano e meio. O curso durou 6 meses, e ao concluí-lo, Maria Prata fez um ano de moda no London College of Fashion. Logo que voltou para o Brasil, por indicação de uma amiga de sua mãe, começou a trabalhar na revista Capricho. Ela conta que aquilo era um sonho e que aprendeu muito, “trabalhar na revista que eu tinha acabado de parar de ler, era maravilhoso”.

Capa da Capricho


Maria se formou em moda, na Faculdade Santa Marcelina, mas desde o início sabia que não queria ser estilista, gostaria de trabalhar com moda, mas não produzindo. Ao longo de sua carreira profissional trabalhou no SPFW e na Vogue como editora de moda, durante 4 anos. Para o espanto de vários, Maria deixou o seu cargo na mais famosa revista de moda do mundo e atualmente é editora-chefe do canal Fashion TV Brasil.
Depois da sua breve apresentação, Maria Prata pedir para que os alunos falassem um pouquinho de cada um. Ela ouviu um por um super interessada e deu dicas para cada um (fooofa, né?).


O primeiro assunto do curso foi: COMO UMA REVISTA VENDE UMA IMAGEM DE MODA. Através de slides, vimos um pequeno histórico das revistas.
Em setembro de 1916 foi lançada a primeira capa da Vogue, em 1932 a primeira capa com foto e após 1947, na capa New Look, por Christian Dior, a revista nunca mais usou ilustrações.


Primeira capa de Vogue, 1916 Primeira capa de Vogue com foto, 1932

A revista Bazaar foi a primeira concorrente da Vogue e trouxe uma nova linguagem para o jornalismo de moda.
Em 1945 começou a Elle, que tem como característica diferente da Vogue, a de interagir com a mulher REAL, é uma revista mais comercial.

Capa Elle


A The Face e a ID tinham uma linguagem mais criativa e mostravam que a moda podia estar mais na rua do que nas passarelas. Em 1980, a primeira ID, fez o que existe até hoje, criou legenda para as fotos, que informa o nome, a profissão e a roupa que a pessoa fotografada veste.



Capa The Face Capa ID

No segundo momento da aula, Maria Prata explicou sobre a estrutura da revista Vogue Brasil. A edições de Abril e Setembro são as maiores, pois é a época de novas campanhas e novas estações, a moda apresentada é uma moda mais “sonhadora” do que “real”.
SHOPS é a sessão que mostra a moda das passarelas aplicada para a mulher real. A função dela é a de literalmente “compre já”, aquela parte da revista que quando você lê, tem vontade de sair correndo para um shopping e comprar exatamente o que tem lá!
Shops da Vogue


Maria contou que a maior realização para um jornalista de moda é quando a leitora leva a revista à loja e pede exatamente as peças que tem na folha da revista.
A mulher Vogue é sempre MUITO chique, até no meio-fio, e essa é a linguagem que a revista que passar. O seu slogan interno é “autoridade em moda” e é isso que ela realiza, né?
No tema “Cada um, cada um. Uma peça, várias revistas”, Maria Prata explicou que uma peça de passarela deve ter várias interpretações e que a função do jornalista é criar a identidade do seu veículo de comunicação e usá-lo nessas peças.


Acho que eu já contei bastante... a segunda parte ainda do primeiro dia do curso fica pra depois!
Amanhã tem mais uma aula de Comunicação e Moda, com a Maria Prata... e logo depois eu venho correndo contar tudinho para vocês!!!

Marina Melo

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Ombros de Fora

A temporada de desfiles de New York já deixou bem claro: Mulheres sintam-se à vontade para colocar os ombrinhos de fora. Muitas coleções apresentaram o ombro de fora, coisa que nós brasileiras, adoramos. O desfile de Oscar de la Renta, como sempre priorizou os detalhes, como neste vestido maravilhoso de um ombro só:
Oscar de la Renta - New York Spring 2010

Mas os ombros de fora podem fugir do formato original que conhecemos, como o próprio desfile de Oscar de la renta demonstrou. Inovando nas cores, ele apresentou essa blusa de manga longa perfeita, com ótimo caimento num look mais despojado:


Oscar de la Renta - New York Spring 2010

Já a Osman abusou do branco, que é uma das minhas cores prediletas. A classe está presente em quase toda a coleção que teve uma forte inspiração africana - que é motivo de outro post mais adiante, tendência forte. O estilo de ombros de fora a seguir é bastante peculiar. E não posso deixar de dizer: lindo!
Osman - New York Spring 2010

A Calvin Klein abusou das cores neutras, e não fugiu à regra do minimalismo do brasileiro Francisco Costa. Sua coleção, altamente jovial, foi uma das que mais abusou dos ombros de fora, sendo eles de um ombro só, ou com outros cortes. Costa ainda brincou com o volume como podemos conferir no vestido a seguir:

Calvin Klein - New York Spring 2010

Aqui no Brasil a C&A já se antecipou e tratou de colocar os ombros de fora - principalmente os looks como um ombro só- a preços acessíveis. A nova companha da rede de lojas aqui no Brasil, inclusive está muito bonita. Vale a pena conferir.

Campanha C&A